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	<title>Birmann &#8211; Birmann S/A Comércio e Empreendimentos</title>
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	<title>Birmann &#8211; Birmann S/A Comércio e Empreendimentos</title>
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	<item>
		<title>Urbanismo se paga?</title>
		<link>https://www.birmann.com.br/urbanismo-se-paga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 03:17:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Birmann]]></category>
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					<description><![CDATA[Na incorporação do edifício B32, falamos muito a respeito de “inserção urbana” e de “elementos simbólicos”. Horas de discussões apaixonadas sobre a compra de uma rua sem saída e uma praça aberta, sobre uma baleia de aço inox falando do sonho de uma cidade melhor. Uma conversa estranha no meio imobiliário, mais acostumado a falar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Na incorporação do edifício B32, falamos muito a respeito de “inserção urbana” e de “elementos simbólicos”. Horas de discussões apaixonadas sobre a compra de uma rua sem saída e uma praça aberta, sobre uma baleia de aço inox falando do sonho de uma cidade melhor. Uma conversa estranha no meio imobiliário, mais acostumado a falar de taxa de vacância e custo de construção. Achávamos importantes esses assuntos.  Buscávamos compreender se existe um significado econômico, e empresarial, para esses conceitos distantes dos usuais “metros quadrados de locação”. O B32 serviu de plataforma de discussão dessas propostas de difícil quantificação.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sempre cruzo com algum “investidor inteligente” que insiste em me ensinar como tudo deve ser quantificável, para ser projetado em um cash flow descontado do qual se extrairá, além da Taxa de Retorno Interna (TIR), todas as respostas.  Nessas avaliações “técnicas”, precisas até a décima casa decimal, não haveria como quantificar “design” ou conceitos imprecisos como “integração urbana e espaço públicos”. E se não são quantificáveis, não deveríamos executá-los, pois seriam decisões sujeitas a considerações subjetivas, o que significaria navegar sob os ventos do capricho, inaceitável para um incorporador profissional. Análise precisa seria apenas aquela resultante de mais ou menos metros quadrados e da taxa de locação, tudo medido “matematicamente” pela ubíqua TIR, suprassumo da objetividade na gestão de negócios imobiliários.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A questão é – há valor econômico nesses itens que, apesar de “intangíveis”, podem ser bem caros? São investimentos ou despesas? Haveria retorno? Ou, como o título deste texto questiona, e sob a perspectiva de uma incorporação imobiliária, – Urbanismo se paga?  Não é fácil responder, mas vale a pena tentar.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O que faz o valor do metro quadrado de um prédio valer mais, ou menos? Podemos dizer que seu valor seria definido por seus atributos concretos, sem trocadilho, entre os quais:</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<ol>
<li><i><span style="font-weight: 400;"> Localização – São todos aqueles atributos inerentes ao endereço, fator exógeno ao prédio em si, tais como potencial de acessibilidade, logística, entorno público ou privado e imagem ou prestígio do local.  Afeta fortemente o valor do imóvel.</span></i></li>
</ol>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<ol start="2">
<li><i><span style="font-weight: 400;"> Configuração do Espaço – São os atributos da qualidade e funcionalidade do espaço e sua atratividade para o potencial usuário; i.e., qualidade dos materiais e construção, a funcionalidade do espaço com área por laje, pé direito, capacidade de vagas na garagem, espaços complementares etc.</span></i></li>
</ol>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<ol start="3">
<li><i><span style="font-weight: 400;"> Configuração das Especificações Técnicas – São atributos tais como qualidade maior ou menor das instalações de energia, ar-condicionado, sistema de transporte vertical, etc&#8230;</span></i></li>
</ol>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">No entanto, além destes três aspectos, ou talvez entremeados neles, existem outros, de uma natureza mais abstrata, de difícil quantificação, mas que, no final, influem de forma bem concreta no valor do prédio.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Design arquitetônico ao criar beleza, essa elusiva qualidade de agradar aos sentidos, é um dos fatores mais impactantes de qualquer imóvel. O design molda formas e texturas capazes de irradiar valores, ideias ou marcas e, igual a um artista genial, faz a obra “falar”, faz o prédio “te dizer algo”, sem deixar, ao mesmo tempo, de atender as necessidades de espaço e conforto. Uma implantação urbana, que integre com a cidade, tem um poderoso apelo simbólico, reforçando localização, identidade e pertencimento. Uma obra de arte em um espaço público, ao cativar a imaginação das pessoas, certamente fortalece a legibilidade daquele espaço como endereço. A certificação LEED, critério bastante tangível, mas que transmite uma ideia abrangente, e às vezes, difícil de conter em uma definição precisa – a sustentabilidade–, é uma precondição de análise para muitos inquilinos. Atributos intangíveis se mesclam a outros objetivos, para criar um dos aspectos mais importantes na valorização dos ativos imobiliários – a diferenciação.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Elie Horn, talvez o maior empresário do mercado imobiliário atual, é famoso por sua perspicácia empresarial e capacidade de rapidamente adaptar-se às mudanças no ambiente de negócios, quem sabe a razão de seu sucesso. Em momentos de inflexão, sempre exclama, com aquela sua entonação oxítona característica, – “o mundo mudou, o mundo mudou”. Realmente, o mundo mudou e continua mudando.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hoje, software vale mais do que hardware, ideias valem mais do que bens físicos. Muitas empresas possuem marcas que valem mais do que todo seu ativo imobilizado. O aplicativo Uber, zero de hardware, imóvel ou fábrica, vale quase tanto quanto a General Motors ou a Ford. Imensas “flagship stores” são instaladas nos pontos comerciais mais caros do mundo mais para “vender conceitos e estilo de vida” do que vender produtos. No mundo atual, “meaning is the new Money”. Pessoas anseiam por significado em suas vidas, para além de bens materiais, e o anseio delas é também o anseio dos inquilinos dos prédios de escritórios.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">É por tudo isso que um prédio não é só vidro, aço e concreto. É design, é imagem, é cidade, contexto urbano e endereço. Alguns prédios, nem todos é verdade, possuem essa dimensão abstrata, simbólica, e são valorizados por isso.  “Mas como isso se reflete na conta do banco?” – Pergunta nosso cético “investidor inteligente”.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Se os inquilinos valorizam aqueles atributos, para si e para suas empresas, eles irão pagar aluguéis proporcionalmente maiores ou, no mínimo, irão migrar de prédios piores (sem aqueles atributos) para prédios melhores (com) – como parte da chamada fuga para qualidade (flight to quality, no jargão do setor). A força de atração desses atributos certamente irá incrementar a demanda do espaço, que por sua vez, no encontro com a curva de oferta, vai gerar aluguéis maiores e mais presentes.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Esses aluguéis, quando contratados, irão gerar um fluxo de receitas ao longo de alguns anos. O valor do prédio é resultante desse fluxo. Os investidores adotam um desconto simplificado – na assunção de um cash flow permanente – dividem o aluguel anual pela taxa de retorno anual que aceitariam para carregar aquele ativo em sua carteira. O resultado é o valor do prédio. É dessa interação competitiva de investidores e do fluxo de aluguéis que resulta no preço o prédio.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Interessante observar que no mercado residencial a valoração dos imóveis é mais afetada pela demanda de aquisição do que de locação, destino de pequena parcela do estoque de imóveis residenciais. Além disso, ser dono da casa própria tem conotações sociais e culturais acima de razões puramente econômicas, de investimento e renda. Ocorre, portanto, uma menor correlação entre o preço e o aluguel, pois resultam de demandas e ofertas mais ou menos independentes. É por isso que o nosso mercado residencial inverte a equação quando fala “quero 0,5% de aluguel no meu apartamento”.  Ou seja, o aluguel é derivado do preço do imóvel e não o inverso como no mercado de escritórios. Os proprietários não utilizam a locação para definição do preço de seus imóveis.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Em edifícios de escritórios, o preço do ativo será dado pelo fluxo de aluguéis e sua taxa de desconto, e aquele valor irá variar conforme variarem as taxas de desconto – Cap. Rate, no jargão dos que gostam de parecer entendidos. Um aluguel anual descontado à uma taxa de 10% ao ano (aa) resultará em certo valor; caso a taxa de desconto seja reduzida para 5% aa, o resultado será o dobro. Mesmo fluxo de aluguéis, distintos preços.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">E o que define essa taxa de desconto? Além dos fatores primordiais como as taxas de juros vigentes no mercado financeiro, risco, etc., serão os atributos do ativo, tangíveis ou intangíveis, que definirão a taxa de desconto a ser aceita. Quanto maior a atratividade dos investidores em relação àquele imóvel, maior sua aceitação por menores taxas de desconto. Mais uma vez no jargão – “Trophy Properties”, ou propriedades troféu, únicas, são vendidas a taxas de capitalização menores.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Resumindo, aqueles itens intangíveis, como design e integração urbana, vão ensejar um menor cap. rate e consequentemente um maior valor. Ou seja, dentro de certo cenário financeiro, superadas certas características tangíveis básicas, o valor do ativo será afetado pelos aspectos intangíveis do imóvel. E, aqueles gastos em design e urbanismo, mesmo que de difícil mensuração, talvez sejam os gastos que, proporcionalmente, propiciem a maior taxa de retorno.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Como diria o grande Elie Horn — “o mundo mudou”.  Realmente tudo está mudando e para ser perspicaz no mercado imobiliário de hoje, teremos que investir em diferenciação, em design, em atributos simbólicos e, principalmente, em integração urbana. Contrariando o maniqueísmo dos menos perspicazes ou o cinismo dos mais presunçosos, a feliz conclusão é – investir em urbanismo se paga, e é bom para cidade sem deixar de ser bom para o investidor. Seria o chamado Ganha/Ganha. Ganha o investidor, ganha a cidade, e ganhamos todos nós.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Assim, caro colega incorporador, apesar do nosso mercado ser de “imóveis” e de “sólidos” ativos, não fica bem para você ser um “sólido cabeça dura, imóvel no tempo”. Lembre-se o mundo mudou, mude você também. Faça um bom negócio, invista na cidade!</span></i></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista Rafael Birmann</title>
		<link>https://www.birmann.com.br/entrevista-rafael-birmann/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 01:22:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Birmann]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.birmann.com.br/?p=7314</guid>

					<description><![CDATA[Entrevista Rafael Birmann &#160; Cuéntenos un poco cómo se inició en el negocio inmobiliario. &#160; Meu pai era banqueiro mas em 1977 vendeu o banco por razoes  de saúde e resolveu iniciar uma empresa de investimento imobiliário. Com ele estava doente, me pos a frente dos negócios. Eu tinha 24 anos e não entendia nada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Entrevista Rafael Birmann</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cuéntenos un poco cómo se inició en el negocio inmobiliario.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meu pai era banqueiro mas em 1977 vendeu o banco por razoes  de saúde e resolveu iniciar uma empresa de investimento imobiliário. Com ele estava doente, me pos a frente dos negócios. Eu tinha 24 anos e não entendia nada de negócios imobiliários, alisas não entendia nada de negócios em geral, mas contei com a orientação dele por mais uns 3 anos, ate janeiro de 81, quando ele veio a falecer. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Por que construir especificamente edifícios y no otra cosa?</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A incorporação imobiliária é uma das profissões mais gratificantes que existem. Primeiro porque ela abrange todo tipo de áreas – alem das obvias Engenharia e  arquitetura, temos economia, finanças, direito, marketing e vendas, publicidade, artes, política, urbanismo; paisagismo; relações internacionais, e quando olho para trás vendo o que se passou tem muita historia e ate, para quem quiser, um pouco de filosofia. Enfim é uma profissão onde não existe tédio nem falta de desafios.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alem dessa gama todo de interesses e desafios, esta é uma profissão que você VE a sua realização, ela é concreta. E eu sempre gostei de fazer coisas bonitas que também agregassem algo ao avanço da comunidade onde vivo. É uma forma de realização pessoal. Dinheiro é bom mas para mim vem num distante segundo lugar. Parece mentira mas não é. Alias, também acredito que  o sucesso  financeiro vem automaticamente para quem faz bem seu trabalho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">En qué países aparte de Brasil está presente Birmann?</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alem do Brasil já investimos no Chile, naturalmente, e na Argentina, mas já abandonamos a Argentina. Ao contrario dos Chilenos é muito difícil trabalhar com os argentinos. Sem falar mal dos argentinos, alias tenho ate família lá,  posso dizer que os chilenos são honestos trabalhadores, sinceros, humildes e cumpridores de seus acordos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cómo nace la idea de invertir en Chile?</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos  desenvolvemos uma grande especialização em edifícios de escritórios no Brasil , incorporando o “estado dar arte” a nível mundial em nossos projetos. A partir disso, em 94, fomos procuramos pelo Bryan Busson, que havia iniciado operar com Mackenzie Hill aqui no Chile para desenvolvermos um prédio de escritórios aqui com nosso tecnologia.  E assim começou.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Porqué Chile y no otro país? Cuál es su visión acerca del negocio inmobiliario en nuestro país?</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vantagem do Chile são muitas. É o pais com a economia  mais bem estruturada da América do sul. Seu sistema de leis, seu ordenamento jurídico e financeiro é acolhedor aos investimentos e aos investidores. A grande vantagem do Brasil é seu tamanho gigante, e seu dinamismo que compensa a falta de um foco institucional favorável ao investimento. O Chile se não tem tamanho tem qualidade. Como se dizia: tiquitito pero cumpledor</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"></p>
<p></span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cómo ve Ud. el futuro en cuanto al negocio inmobiliario en general?</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">O negocio imobiliário sempre terá seu  espaço. No Brasil ha anos ouço dizer que não existem mais terrenos, que o negocio não tem mais margem. Ouvíamos  também que na era da Internet não haverá mais necessidade de escritórios,  de shoppings, mas na verdade a demanda tem aumentado constantemente. A  verdade é que o negocio continuara pelo menos por mais uns mil anos. Pode apostar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Tiene Birmann algún tipo de filosofía especial que distinga un Edificio Birmann de uno corriente?</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nosso produto esta sempre imerso em uma filosofia muito especifica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro é o nosso desejo de atender o cliente em suas mais completas necessidade. O produto e o negocio só existem em função disso. E é nossa satisfação e nosso Maximo empenho em fazer isso tudo em um  produtos de altíssimo qualidade de design e padrão tecnológico. E isso se traduz por um “todo” que é difícil de apontar mas que só de olhar um de nossos prédios e já se percebe que é um Birmann . </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Podrá Chile contar en un futuro cercano con otro Edificio Birmann?</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem duvida. Gostaríamos de realizar outros edifícios de escritórios mas também de realizar edifícios residências com a qualidade e tecnologia Birmann, aqui nesse pais maravilhoso. Somos muito gratos ao Chile; e aos chilenos pela hospitalidade que nos recebem. Sempre nos sentimos em casa aqui. Aqui somos chilenos e queremos contribuir com o desenvolvimento do Chile. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">En qué radican las principales diferencias en el tema inmobiliario, entre Brasil y Chile?</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem múltiplos fatores  que diferenciam os dois mercados mas os fatores  mais marcantes que diferenciam os dois paises são abundancia de financiamentos do Chile em relação ao Brasil e o tamanho do mercado brasileiro em relação ao Chile. Alem do que nosso futebol é melhor. </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma Breve História de  como Nasceu um Gigante</title>
		<link>https://www.birmann.com.br/uma-breve-historia-de-como-nasceu-um-gigante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 01:21:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Birmann]]></category>
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					<description><![CDATA[Todo incorporador gosta de chamar seus edifícios “Um Marco na Cidade”, um “Landmark” como dizem os americanos,  mas com o perdão dos meus colegas do mercado imobiliário, neste caso, realmente acredito que o B 21 é marcante em qualquer idioma, e mereceu essa distinção em muitos aspectos.  Gostaria de contar a história deste fantástico empreendimento,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Todo incorporador gosta de chamar seus edifícios “Um Marco na Cidade”, um “Landmark” como dizem os americanos,  mas com o perdão dos meus colegas do mercado imobiliário, neste caso, realmente acredito que o B 21 é marcante em qualquer idioma, e mereceu essa distinção em muitos aspectos.  Gostaria de contar a história deste fantástico empreendimento, a partir de minha perspectiva pessoal. Essa é a breve (e muito resumida) história de um sonho, que certamente muito me marcou e marcou inúmeras outras pessoas que, no processo de moldarem esse ícone de São Paulo, foram moldadas por ele. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo prédio resulta de um negócio, toda incorporação é resultado da busca de um resultado financeiro, mas não se faz um Ícone sem paixão, não se cria uma obra como essa sem outros motivos que ultrapassam o resultado financeiro. Por isso a história do Birmann 21,  é um thriller cheio de emoções.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final de 1989, nós estávamos entregando a sede do Deutsche Bank, um imponente edifício com uma ampla frente para Marginal Pinheiros. Aquele edifício, naquela data,  quebrou todos recordes de preços na Marginal Pinheiros, tendo sido vendido a 4,300 dólares o m2, quase o dobro dos preços que havíamos projetado no início. Foi o pico daquele mercado e não creio que  aqueles recordes tenham sido quebrados. Foi um grande sucesso e como todo sucesso trouxe o desejo de mais, de um “</span><i><span style="font-weight: 400;">encore</span></i><span style="font-weight: 400;">” .</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Naquela mesma época estávamos em negociações com Sr. Simão Hercowiks, dona da Companhia de Ônibus Santa Cicília, para comprar o terreno da sua garagem na Marginal Pinheiros, um terreno com 8 mil metros, esquina com a Rua Sumidouro, um nome pouco auspicioso que não diminuiu nossa ambição, nosso desejo voluptuoso desse negócio imobiliário.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O local, apesar de distante de outras áreas de escritórios era próximo da Nova Avenida Faria Lima, tinha uma linha de Metrô projetada na sua porta, e era central em relação aos bairros residenciais de alta renda de  Pinheiros, dos Jardins e do Morumbi. Completando tudo isso, o terreno possuía enorme frente com a Marginal Pinheiros, na época, o local mais quente em incorporação  de escritórios. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nosso desejo podia ser “ardente”, mas o preço foi  “um balde de água gelada”: 10 milhões de dólares pelo terreno. As negociações emperraram, estávamos em um beco sem saída. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Janeiro de 90 toma posse o Presidente Collor, e, junto com sua ministra Zélia Cardoso de Melo, de desditosa lembrança, congela todos ativos financeiros do Brasil, num exercício de presunção demente, sem nenhum benefício ao país, mas que, por essas misteriosas conjunções do destino, nos ajudou a concluir a compra do terreno. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No segundo semestre de 90, o Simão, aquela altura com a nova amizade já nos tratávamos com informalidade,  estava pronto a negociar. Fechamos um negócio por 6 milhões de dólares, parte em dinheiro parte em permuta no futuro prédio. A parte em dinheiro foi realmente difícil, pois naquele momento, depois da “mexida” da Zélia, o país todo estava “duro” (nós podíamos estar duros em outros momentos, mas naquele o Brasil todo foi solidário). Quando falei que queria  fechar o negócio, minha diretoria  só não me destituiu por que não tinha poderes para tanto, mas todos me chamaram de louco para baixo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Richard Ellis preparou um estudo de mercado sugerindo dois prédios menores, como forma de redução do risco e permitindo o faseamento das obras e do marketing. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não seguimos aquele conselho de prudência. Depois dos sucessos passados, só pensávamos em um grande “Landmark”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conspirou com isso o fato do Chase Manhatam, o banco dos Rockefellers,  estar ativamente procurando uma nova sede. Nada excita mais um incorporador que o nome Rockefeller com imagens de um Atlas dourado e patins no gelo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao redor do terreno, completando a quadra, existiam cerca de 35 propriedades totalizando mais 7 mil metros de terreno. Decidimos comprar uma parte ou mesmo tudo. A quadra tinha moradores de 30, 40 e até 50 anos de residência. Todos diziam que não queriam vender. Todas nossas iniciativas foram infrutíferas e ao final de 1991, depois de um ano  sem haver comprado nenhuma casa, estávamos bem desesperados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chamamos nossa arma secreta- a Solange Trubiliano. Na época a Solange, que havia sido diretora financeira da Birmann, estava de licença e nossa estratégia foi colocar a Solange morando em uma das casas (que havíamos alugado) mas sem se identificar como representante dos interesses da Birmann.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Solange atacou o problema de forma total, sem focar apenas em negociações de compra mas sim se tornando parte integral da comunidade, se relacionado com todos, resolvendo problemas pessoais  de cada um. Ela ia ao cinema com proprietários, levava alguns ao hospital, encontrou novas propriedade para serem adquiridas com os recursos das vendas. Comprou carros, caminhões e construiu galpões. Até mandou duas famílias para Disney World. O processo levou mais de 2 anos, findo os quais, a Solange havia comprado todo quarteirão, atingindo a surpreendente taxa de sucesso de 100%. Nem o “Garcia” fez tanto.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quarteirão final possuía 15 mil metros e o custo total havia atingido 17 milhões de dólares pelo terreno. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em condições normais, para escritórios a área de coeficiente de construção permitida seria de 1 vez, ou seja 15 mil metros, mas com utilização da Operação Interligada, que permitia aumento da área em contrapartida a entrega de unidades habitacionais a prefeitura,  nosso projeto ficou com 33 mil metros de área útil e 70 mil metros quadrados de área total de construção. Nessa operação  Interligada  construímos e entregamos a prefeitura 363 casas populares a um custo adicional de 5 milhões de dólares. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse período, enquanto a Solange comprava os terrenos, nos avançávamos na elaboração e aprovação do projeto.  Na verdade entramos com o projeto na prefeitura sem termos todas propriedades adquiridas, mas como eram tantas escrituras nada foi percebido. Os arquitetos estavam super nervosos pois qualquer mudança na configuração do terreno, invalidaria todos os desenhos.  Quando finalmente chegou a hora de aprovar e registrar o memorial de incorporação, depois de muita tensão, preocupação e taquicardia (dos arquitetos é claro), tínhamos 100% das escrituras. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de muito estudar e apreender através do desenvolvimento de vários projetos de escritórios, o que se tornou nossa especialidade, desejávamos fazer algo especial, queríamos ir mais além. Perdoem-me os arquitetos brasileiros, mas precisávamos da enorme bagagem de projetos de um grande escritório americano. Sempre fomos muito criticados por contratar escritórios de arquitetura americanos, mas sempre achei que em tecnologia, artes, em conhecimento enfim, patriotismo é uma desculpa esfarrapada para atraso e corporativismo. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Escolhemos Skidmore, Owins &amp; Merril do escritório de  Nova York. David Childs, designer principal, que junto com Mustafa Abadam e TJ Gottesdiener cuidaram de nosso projeto.  Na parte de engenharia contratamos  Alex Weinberg, engenheiro, filosofo e poliglota,  que junto com Don Ross da Jaros, Baum &amp; Boles nos guiaram pelo processo de criar uma prédio no estado da arte da engenharia. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como arquiteto brasileiro contratamos o saudoso Mauricio Kogan. Ele viveu intensamente todo processo mas infelizmente morreu meses antes do fim da obra. Fui para o céu, como ele mesmo sempre dizia, pois havia projetado 6 sinagogas sem nunca cobrar nada.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">O processo de desenho do prédio foi, para fugir as hipérboles, intenso. Tivemos umas 30 viagens entre Nova York  e São Paulo, cada vez com muitos membros do time. Cada desenho, cada detalhe de engenharia era discutido por todos daquele time internacional, com o lado americano e o lado brasileiro. Além de ter sido um grande aprendizado que certamente transbordou para todo mercado em São Paulo, também era emocionante participar de algo daquele nível internacional. Era muito trabalho mas foram experiências que ensinaram muito a todos. Nosso time, entre Nova York e São Paulo, trabalhando junto com os profissionais mais conceituados do mundo, sentia uma grande satisfação profissional e pessoal, e isso refletia no estado de espírito das pessoas. Era bastante divertido, também.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Era uma chance única para cada envolvido naquele projeto, que estávamos elevando o padrão em todas áreas técnicas, de design, de engenharia de um projeto de escritórios </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">A partir das nossas discussões iniciais, o Alex Weinberg preparou uma definição de critérios (design guidelines) que tocava em todos aspectos e especificações de um projeto desse tipo.  Alias levamos as especificações a um nível inédito na época para um edifício de incorporação: piso elevado em todo prédio, elevadores especiais de serviço e carga, pé direito livre de 2,75 metros, ar condicionado de volume variável, com uma fachada de granito e alumínio.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">O design final do prédio continha uma torre de 26 nadares com uma estrutura de estacionamento separada com mais de 1100 vagas (suficiente ate para algum shopping center) e uma ampla área de convívio com “cafeteria”, restaurantes, “Health center” e um salão “</span><i><span style="font-weight: 400;">multi-purpose</span></i><span style="font-weight: 400;">” com portas tão grandes que foram usadas especificações de hangar de aviões.  Um detalhe pitoresco. Queríamos para o grande lobby do prédio, um piso com padrão bastante detalhado, “um tapete de mármore”, mas como o arquiteto não conseguia interpretar o que isso queria dizer, acabei sugerindo a ele que visse o padrão do piso do salão  de festas do&#8230;. desenho animado “A Bela e a Fera”. Deu certo. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Assim, depois de haver tomado todas essas decisões como a de  fazer um único prédio, de comprar toda quadra, de elevar as especificações aos mais altos níveis internacionais, inéditos no Brasil, chegamos ao verdadeiro âmago da questão.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Capital escasso, sem financiamento a construção , juros de 30 a 40%, e nos tínhamos um projeto especulativo com orçamento de 75 milhões de dólares, sendo que 20 milhões já haviam sido aportados, alias  enterrados pois tínhamos um enorme buraco. Seria necessária muita criatividade para alavancar o projeto.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Naquela altura, 93, o Chase já tinha alugado outro prédio e não era mais um inquilino potencial para o B 21. Como consolo, pelo menos, eles alugaram o Birmann 10.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">O que fazer com um projeto de escritórios especulativo e um buraco de 75 milhões de dólares? Em dezembro de 1994 vendemos 50% do prédio para Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil). A Previ não se interessa por projetos especulativos, assim sendo, tivemos de dar uma garantia de locação de 2 anos. Estávamos tão acostumados com um mercado forte que aceitamos a obrigação e assumimos mais esse risco. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Começamos a construir no mesmo mês de dezembro de 94. A obra demorou pouco mais de dois anos.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Em marco de 96, ao mesmo tempo em que terminávamos a estrutura, a fachada já estava quase completa, algo pouco usual nas construções brasileiras. Já era uma tradição nossa realizar um grande churrasco de Cumeeira, momento que se termina de concretar a última e mais alta laje, o cume do edifício. Até naquele churrasco nosso projeto ultrapassou os padrões anteriores. Foram quase 2 mil metros de área de “restaurante improvisado” no segundo andar do prédio e, naquele domingo,  o B 21 foi uma das maiores churrascarias de São Paulo.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Depois da cumeeira a CB Richard Ellis esquentou o processo de procura de inquilinos. E nos para reforçar o marketing, em novembro de 96,  realizamos o Segundo Salão de Escritórios de São Paulo, em parceira com a Revista Carta Vogue. Alguns anos antes havíamos feito o 1º Salão de Escritórios no B 20, com dois andares de exposições. Desta vez, foram 7 andares de espaços decorados por mais de 100 arquitetos e decoradores, com mostras de fornecedores de equipamentos, moveis etc. Tudo que pudesse ser de interesse para escritórios. Tivemos mais de 12 mil visitantes pagantes. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Naquele momento tínhamos uns 20 mil metros em sérias negociações com diversos  grandes nomes: Johnson &amp; Johnson; Salles; Young &amp; Rubican; Brasmotor; e muitos outros, mas alguns dias antes do Salão, iniciamos negociações com o grupo Abril que acabou pro alugar todo prédio. Contrato de 15 anos por um milhão de dólares por mês.  </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Nada mal. Só que como todo incorporador (quase todos) precisávamos do capital empatado para novos projetos e tivemos que vender o resto do prédio que ainda era nosso para Previ, que então ficou com 100% do prédio.  Um grande ativo e certamente o “Flagship” do portfolio imobiliário deles</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Depois de 7 anos, muita luta, muita determinação, erguendo-se como um ícone de concreto, ferro e granito, ali estava, como uma seta apontando para as estrelas, para o céu sem limites, a resultante incontestável de uma modernidade sonhada e alcançada. Havíamos construído um marco de engenharia, design para o mercado de escritórios, para o orgulho de todos envolvidos.  Havíamos moldado um prédio e o prédio havia nos moldado de volta. Ele cresceu, nós crescemos. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Entregar o nosso prédio foi difícil como ver um filho crescido ir embora. Nosso prédio, sim pois apesar de vendido, ele era nosso prédio, e nos separamos dele e o vendemos, com um misto de orgulho e euforia, mas depois ficamos com o gosto da saudade e, um pouco, de tristeza. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">No final, o prédio ficou para cidade, ficou na paisagem, ficou nas lições.</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Agora, olho o que passou na evidente perspectiva do espelho retrovisor, e vejo a lição:</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Assumimos riscos para lá da fronteira entre a ousadia e a temeridade. Mas o destino nos concedeu condições de mercado extremamente favoráveis, e, pelo menos naquela volta da história, fomos poupados. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, tomaria outras decisões, seguiria outros caminhos. Há, no entanto, algo que repetiria sem nada mudar: mais uma vez assumiria o mesmo comprometimento irrestrito e apaixonado com a alta qualidade do design, da engenharia, das especificações e de todo projeto.  Somente assim nascem prédios como o  Birmann 21. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">E viver para ver vale o sacrifício. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">(&#8230;as vezes &#8230;)</span></p>
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		<title>Dia de Cumeeira no B32</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 01:16:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Dia de Cumeeira no B32 24 de agosto de 2019 &#160; Uauu!!!!! Última laje concretada! Chegamos a cumeeira!  Comemoração!! Subimos ao cume do Everest, chegamos ao topo do mundo, lá onde, se você erguer os braços, toca o céu!  Subir pela cremalheira levou menos de um minuto, mas pela picada íngreme, cheia de pedras, pela]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Dia de Cumeeira no B32</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">24 de agosto de 2019</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uauu!!!!! Última laje concretada! Chegamos a cumeeira!  Comemoração!! Subimos ao cume do Everest, chegamos ao topo do mundo, lá onde, se você erguer os braços, toca o céu!  Subir pela cremalheira levou menos de um minuto, mas pela picada íngreme, cheia de pedras, pela qual viemos, nos agarrando pelas beiradas, levando porrada, levou uma vida, levou a juventude, mas, pelo menos, nos deixou vivos, o que, pensando bem, já é uma vitória!! Essa pedreira não deixa saudades, mas sua lembrança nos aquece nesse inverno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que luta! Quantas batalhas! Quanta angústia! Quantos becos sem saída, quantas portas que só abriam arrombadas, quantas voltas sem volta, seguidas de tantas quantas reviravoltas, quanta revolta, quanta estupidez! Mas, aqui no topo do mundo, esqueço tudo. Nem cansaço, nem mágoa, nem arrependimento, nem ao menos um lamento, acabou o tormento, ficou tudo para trás, esquecido, lá em baixo. Restou esse misto de vitória com derrota, este cansaço de uma conquista suada demais, que talvez, somente talvez, justifique a obstinação pela trilha íngreme, caminho com começo, mas sem fim! Caminhante que sou, eu sei que você nunca alcança o horizonte, mas hoje, nesta foto, neste instante alcancei o céu!!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-7306" src="https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2020/09/foto1.jpg" alt="" width="829" height="447" srcset="https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2020/09/foto1.jpg 829w, https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2020/09/foto1-300x162.jpg 300w, https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2020/09/foto1-768x414.jpg 768w" sizes="(max-width: 829px) 100vw, 829px" /></p>
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