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	<title>Geral &#8211; Birmann S/A Comércio e Empreendimentos</title>
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	<title>Geral &#8211; Birmann S/A Comércio e Empreendimentos</title>
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		<title>Dá para comemorar no Brasil Atual?</title>
		<link>https://www.birmann.com.br/da-para-comemorar-no-brasil-atual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 03:29:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[A vida é uma estrada onde certos momentos especiais são os milestones. Um casamento ou um aniversário são celebrados festivamente; vitórias são festejadas e mesmo a perda de alguém querido requer uma cerimônia que propicie “conclusão&#8221;. São rituais que registram a importância desses eventos, marcas no caminho nos mostrando o sentido da vida.  Por isso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A vida é uma estrada onde certos momentos especiais são os milestones. Um casamento ou um aniversário são celebrados festivamente; vitórias são festejadas e mesmo a perda de alguém querido requer uma cerimônia que propicie “conclusão&#8221;. São rituais que registram a importância desses eventos, marcas no caminho nos mostrando o sentido da vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso planejamos esta celebração aqui nesse Buraco, neste momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas&#8230;..no Brasil  até planejar festa é difícil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós mudamos nosso escritório para dentro da obra, para ficar perto da ação, só que, aí, as obras paralisaram e ficamos pensando – “em que diabos de buraco nos metemos!!”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, como às vezes acontece, o que está já está ruim, piora!   Já estávamos no buraco e aí, veio à crise. Na brasil crise não acaba! Ela se reinventa, se renova, se reencontra. É um buraco sem fim, continuo, vai chegar à China.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Buraco é a imagem perfeita da crise. Um buraco dantesco, bruegeliano, com cara de “Serra Pelada”, escavado com o dinheiro suado da nação, com a insegurança parida pelo exagero de leis e regras, com corporativismo, capitalismo de compadres, corrupção e burrice, camuflados sob o manto do ódio ao mercado. São muitas razões que levam o Brasil ao buraco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É.., mas no Brasil, o buraco é mais embaixo, sempre!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece que temos fixação por buraco: É buraco nas ruas, buraco nas contas públicas, buraco na previdência, na Petrobrás, buraco é algo que nunca falta no brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, buracos podem ser positivos e até didáticos. O B32 precisa do buraco para suas fundações e é dele que sairá nosso prédio. Assim fico imaginando se não podemos construir as fundações de um novo Brasil a partir deste imenso buraco em que nos encontramos?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma reflexão esburacada? Realmente, mas do fundo deste buraco, concluo que só podemos ir para cima, só melhorar. O Brasil é maior do qualquer buraco, e para encher o buraco só precisa que o governo pare de encher o saco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, com coragem e determinação, com criatividade e valores, como aqui, vamos construir cidades melhores, vamos construir um Brasil melhor. Nenhum buraco vai segurar a gente! Vamos tapar os buracos do nosso Brasil!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim cá estamos nesta cerimônia. Era para ser uma cerimônia de Groundbreaking, mas o ground já era, sobrou só o buraco. Depois pensamos em “pedra fundamental”, mas as fundações já foram. As pás para cerimônia do Groundbreaking foram compradas já a alguns anos, e como já temos essas pás que tanto simbolizam esforço e trabalho, não podíamos deixar de celebrar. O que fazer? Assim convido vocês, pela “primeira vez na história do mundo”, para cerimônia do “Buraco Cheio”. Vamos celebrar a saída do buraco, o nosso e o do brasil, vamos acabar com os buracos do Brasil. É isso aí, vamos sair do buraco, encontrar o rumo e construir o país que os brasileiros verdadeiramente querem. E para sair do buraco, vamos enterrar neles tudo aquilo que nos levou para o buraco. Vamos enterrar a incompetência, a corrupção, o cinismo e o ressentimento. Vamos enterrar tudo que emperra e atravanca este país.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Buraco tapado, prédio construído, Brasil resolvido! E o importante é que desse buraco só restarão coisas positivas &#8211; as fundações, as garagens, as lições. E uma das lições mais importantes desse buraco é que sem parceiros você não sai do buraco. Por isso, se meio do caminho tiver pedras, se no meio do caminho tiver um grande buraco, é importante ter grandes parceiros ao teu lado. </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reflexão sobre as Escolhas para uma São Paulo mais humana</title>
		<link>https://www.birmann.com.br/reflexao-sobre-as-escolhas-para-uma-sao-paulo-mais-humana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 03:25:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Por que a PMSP deve vender a rua Oswaldo Imperatrice no Itaim Bibi? &#160; Com a abertura da Faria Lima o caráter bucólico do Itaim Bibi da região passou por muitas mudanças, e cedeu lugar para o endereço da modernidade e da sofisticação de São Paulo. Em 1990, com a desapropriação para abrir a nova]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Por que a PMSP deve vender a rua Oswaldo Imperatrice no Itaim Bibi?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a abertura da Faria Lima o caráter bucólico do Itaim Bibi da região passou por muitas mudanças, e cedeu lugar para o endereço da modernidade e da sofisticação de São Paulo. Em 1990, com a desapropriação para abrir a nova moderna avenida, metade das casas da antiga vila da Oswaldo Imperatrice deixaram de existir e, com a compra pela FLPP de todos outros terrenos do quarteirão, a área remanescente da rua, com 589,41m², perdeu sua função viária, perdeu sua função social.  A antiga viela, não levava a lugar nenhum, nem atendia a nenhum propósito de interesse público.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a FLPP adquiriu as 37 propriedades que formavam seu terreno de 13,400 metros, com 120 metros de frente para Av. Faria lima, os arquitetos propuseram um imponente prédio com uma ampla frente para avenida. Mas naquele momento percebemos que a implantação do prédio voltando sua frente para Rua Leopoldo Couto de Magalhães, na perpendicular com a Faria Lima, abriria a excitante possibilidade de criação de um relevante espaço público em uma das regiões, mas nobres de São Paulo mas das mais  pobres de espaços públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa Implantação deslocada exigia a absorção do terreno da antiga viela com seus 590 metros mas permitia a criação de um espaço público de mais de Sete mil metros.  Sem a aquisição da Rua Oswaldo Imperatrice, isso seria totalmente impossível, pois a implantação possível sem a rua, de frente para Faria Lima, cortava ao meio o espaço que seria destinado a praça. Note-se que do angulo imobiliário pouco muda incluir o terreno da rua no projeto: 1.) Não existem mais metros de estoque na região, portanto seriam somente mais 590 metros de área em um coeficiente ja aprovado de mais de 50 mil metros, ou seja, uma área adicional de 1% por cento de área; 2.) Poderíamos construir praticamente o mesmo projeto, com as mesmas características e o mesmo endereço, auferindo exatamente os mesmo alugueres. O único perdedor seria nossa cidade, que perderia um espaço de integração urbana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto a ressaltar é de que se A PMSP permanecesse como proprietária de terreno sem função social (mobilidade) estaria desperdiçando recursos públicos que, se liberados pela venda daquela ativo, permitiriam a PMSP comprar outros terrenos, em áreas menos valorizadas e mais carentes, permitiriam investir na construção de mais creches, mais escolas, mais postos de saúde, entre tantos equipamentos públicos necessários para nossa carente população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa explicação se faz necessária pois, em certo momento, por falta de informações da própria FLPP, houve um posicionamento adverso à proposta de venda da rua. Reconhecendo essa falha, a FLPP saiu em campo, numa grande campanha para divulgar a comunidade suas propostas </span><span style="font-weight: 400;">O projeto foi apresentado para a vizinhança através de diversas reuniões, sendo uma delas uma apresentação pública realizada da Sub-prefeitura de Pinheiros no dia 13/09/2013. O processo de aquisição tramitou por um longo período em diversas Secretarias da PMSP e da Sub-prefeitura de Pinheiros, e somente apos  todas analises foi submetido ao debate, votação e aprovação na Câmara Municipal de São Paulo, no dia 2 de julho de 2014.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a possibilidade de utilização do terreno de 590 metros, a FLPP pretende fazer uma real contribuição ao urbanismo de são Paulo, criando um exemplo de integração entre um imóvel privado com a trama urbana da cidade a sua volta. Nossa praça não será um “jardim emoldurando um prédio de escritórios”, mas uma praça totalmente sem muros aberta a todos, baseada nos preceitos do Placemaking, muito discutido atualmente, pretende ser um exemplo, indicando um novo caminho de integração urbana.  Coroando a praça com um equipamento público, criamos um teatro de nível internacional que certamente adicionará muito atratividade e vivacidade urbana da Avenida Faria lima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este projeto se propõe a ser um espaço integrador da comunidade abrindo seu uso não apenas aos inquilinos e usuários do prédio mas incluindo toda comunidade e resgatando a interação urbana, tão prejudicada atualmente em nossa São Paulo .   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Essa experiência e discussão sobre urbanismo, interação espaço privado e espaço público e envolvimento da sociedade tem sido muito frutífera e enriquecedora e esperamos que ela continue em muitos outros fóruns e projetos na cidade. Sobre esse assunto, sugerimos alguns Links</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/07/camara-de-sp-aprova-lei-que-autoriza-prefeitura-vender-rua-no-itaim-bibi.html"><span style="font-weight: 400;">http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/07/camara-de-sp-aprova-lei-que-autoriza-prefeitura-vender-rua-no-itaim-bibi.html</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0EMb-CTgm_8"><span style="font-weight: 400;">http://www.youtube.com/watch?v=0EMb-CTgm_8</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,se-essa-rua-fosse-minha,1164959"><span style="font-weight: 400;">http://www.estadao.com.br/noticias/geral,se-essa-rua-fosse-minha,1164959</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><a href="http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,camara-da-aval-a-haddad-para-vender-rua-sem-saida-no-itaim-bibi,1522572"><span style="font-weight: 400;">http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,camara-da-aval-a-haddad-para-vender-rua-sem-saida-no-itaim-bibi,1522572</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sugerimos também acessar o site do B32 &#8211; www.b32.com.br</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Três Cidades, Três Planos, Três resultados</title>
		<link>https://www.birmann.com.br/tres-cidades-tres-planos-tres-resultados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 03:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasília Em 1955, Juscelino Kubistchek, demarca o quadrilátero do Distrito Federal e cria a Terracap, entidade estatal constituída para ser a dona de todas as terras do quadrilátero. O processo de desapropriação é levado a cabo, mas incidentes ocorrem– falhas documentais, áreas em condomínio, terras não desapropriadas, etc&#8230; causando enorme imbróglio jurídico-fundiário.   A Terracap,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Brasília</b></p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-7844" src="https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade2.jpg" alt="" width="459" height="398" srcset="https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade2.jpg 459w, https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade2-300x260.jpg 300w" sizes="(max-width: 459px) 100vw, 459px" /></p>
<p><b>Em 1955, Juscelino Kubistchek, demarca o quadrilátero do Distrito</b> <b>Federal </b><span style="font-weight: 400;">e cria a Terracap, entidade estatal constituída para ser a dona de todas as terras do quadrilátero. O processo de desapropriação é levado a cabo, mas incidentes ocorrem– falhas documentais, áreas em condomínio, terras não desapropriadas, etc&#8230; causando enorme imbróglio jurídico-fundiário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Terracap, proprietária monopolista das terras do DF, pressionada pelo crescimento populacional acima das previsões, não consegue fazer face à enorme demanda habitacional, o que, somado a omissão, e por vezes, ao incentivo daqueles que deviam preservar a lei, resultou em  invasões desenfreada de terra e ocupação irregular, prejudicando o planejamento urbano, o meio-ambiental, a legalidade republicana e a segurança jurídica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O plano de Lúcio Costa e Oscar Niemayer foi muito além do traçado urbano, dos edifícios, e dos espaços públicos, trazendo também um modelo de desenho de habitações. O resultado desse conjunto de imposições produziu segregação geográfica, social e econômica e um cenário de fragilidade urbanística, jurídica e ambiental.    </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Washington </b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Em 29 de março de 1791, o primeiro Presidente dos Estados Unidos, George Washington, </b><span style="font-weight: 400;">tendo nomeado Charles L&#8217;Enfant para desenhar a futura capital, escolhe o local de sua construção, às margens do Potomac. Reúne, os proprietários da área escolhida, e, com prosaico tino comercial, propõe um negócio: os proprietários receberiam 50% dos lotes resultantes do parcelamento a ser executado a partir do plano de L’Enfant (o que chamamos de permuta aqui no brasil), mais 25 Pounds por acre (aprox. 4 mil metros) pelos lotes que o governo necessitasse para usos públicos, tais como praças, passeios etc&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-7842" src="https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade3.jpg" alt="" width="356" height="397" srcset="https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade3.jpg 356w, https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade3-269x300.jpg 269w" sizes="(max-width: 356px) 100vw, 356px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos aceitam e Washington adquire as terras em transação acordada livremente por todos e sem onerar os cofres da jovem nação.  O governo gera boa parte dos recursos necessários para implantação da infraestrutura com a venda de seus lotes. Os proprietários privados atendem à demanda imobiliária, aplacando qualquer pressão habitacional e, sem paternalismos ou casuísmos, não ocorrem invasões, inexistem irregularidades fundiárias e as regras urbanas são obedecidas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>New York</b></p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-7841" src="https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade4.jpg" alt="" width="622" height="174" srcset="https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade4.jpg 622w, https://www.birmann.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cidade4-300x84.jpg 300w" sizes="(max-width: 622px) 100vw, 622px" /></p>
<p><b>Em 1811, os governantes da cidade de Nova York aprovaram um novo plano de linhas retas e números para as ruas de Manhattan.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conceito de “gridiron” já existia na Roma antigas. A Nova Amsterdam, a New York do começo, dos holandeses, tinha um padrão &#8220;orgânico&#8221;, incorporando trilhas nativas, caminhos de burros, ajustando-se a topografia. O objetivo, como dito em 1807 era: &#8220;arrumar as ruas &#8230; de modo a unir regularidade e ordem com a conveniência e benefício público e promover a saúde da cidade&#8221;. Mais prático e econômico, já que “as casas de lados retos são mais baratas para construir e mais convenientes para se morar”. Os prédios existentes poderiam permanecer no local ou se a remoção fosse necessária, os proprietários receberiam uma compensação. Estima-se que quase 40% dos edifícios existentes em 1811, foram postos abaixo. Uma ausência perceptível do plano era as praças e áreas verdes, fato que não impediu a criação do Central Park em 1853. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na opinião do Arquiteto Rem Koolhaas: “aquela malha regular e bidimensional criava uma liberdade inimaginável para a anarquia tridimensional. Ruas, sem funções, regras ou restrições, criando uma tabula rasa para a iniciativa privada e a imaginação. Provavelmente o planejamento urbano mais bem-sucedido de todos os tempos”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três planos baseados em filosofias bem distintas que geraram resultados totalmente distintos também.  </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os Limites da Qualidade dos Edifícios de Escritórios no Brasil</title>
		<link>https://www.birmann.com.br/os-limites-da-qualidade-dos-edificios-de-escritorios-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 01:19:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar dos avanços ocorridos, ainda é frustrante a qualidade da construção dos edifícios de escritórios no Brasil. Alguns dirão que nossa arquitetura e engenharia nada devem às mais avançadas do mundo, que devemos prestigiar “nossos” profissionais. Ridícula cantilena corporativista.  Arte e conhecimento não vicejam com patriotismo, pelo contrário,  florescem na liberdade.  O “nós contra eles”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos avanços ocorridos, ainda é frustrante a qualidade da construção dos edifícios de escritórios no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns dirão que nossa arquitetura e engenharia nada devem às mais avançadas do mundo, que devemos prestigiar “nossos” profissionais. Ridícula cantilena corporativista.  Arte e conhecimento não vicejam com patriotismo, pelo contrário,  florescem na liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O “nós contra eles” é a proposta dos partidários da rota rumo ao atraso. Atraso até pode ser positivo. Podemos copiar.  Copiar seria indigno, submissão? Submissão é não superar nossas deficiências; indigno é uma sociedade estagnada que não consegue prover educação e oportunidades a todos. Será que somos tão mais inteligentes que japoneses, coreanos e tantos outros que copiaram sem pudor e agora fazem poeira nos antigos mestres? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Boa parte dos projetistas é impermeável a mudanças, desenhando “como sempre”, sem audácia, sem atualidade, fantasiando passado de glórias inexistentes, entregando pouco e reclamando muito, especialmente de remuneração. A criatividade brasileira tão presente na música, no carnaval,  onde está? Não em nossas cidades, onde o design foi emasculado e o urbanismo expulso dos espaços, ocupado pelos burocratas que querem, hoje, impor suas verdades absolutas ao mesmo tempo em que negam as bobagens absolutistas de ontem </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que não são poucas as pedras no caminho da qualidade. Nosso subdesenvolvimento gera pouco volume, concorrência limitada, cartelização e altas margens e custos. Não abraçamos o pragmatismo e como somos  “doutores”  não achamos que precisamos de lição de casa. Preferirmos o discurso cansado das ideologias fora de moda ou os modismos sem ideias. Falta  infraestrutura, faltam fornecedores, falta competição, falta confiabilidade, falta integração global. Falta visão de longo prazo e faltam também recursos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estas últimas faltas são frutos dos altos juros do Brasil &#8211; aberração estrutural e histórica – que, de tão persistente, deturpa nossa forma de ver o mundo, reduz a ambição dos projetos, lhes retirando a escala necessária às mudanças; distorcendo o foco e minguando inovações. Pensar em qualidade requer visão,  escala, planejamento e atitudes éticas. Alto custo financeiro promove o giro rápido, numa corrida que, às vezes, acaba em atalhos nem sempre éticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São efeitos deletérios majorados pela insegurança jurídica, pela incerteza regulatória e pela instabilidade política. O “instinto animal” do empresário, cansado de porrada, se acomoda ou na mera sobrevivência, ou na subserviência ou no oportunismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paradoxalmente, nossa regulamentação consegue ser minuciosa sem deixar de ser vaga, obscura e burra, produzindo o efeito de ocupar o espaço expulsando quaisquer outras condicionantes de projeto. O Design restringe-se a atender a norma, o zoneamento, a burocracia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses excessos regulatórios matam a inovação, encarceram o design em fórmulas cansadas e, inexoravelmente, carregam em seu bojo uma infestação de consequências não previstas. E o constante “aprimoramento” das normas elevam as barreiras de entrada, empurrando muitos para a informalidade, para fora do abrigo da lei.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem, peço desculpas pelo tom raivoso mas o “que está aí” não é fruto do acaso nem da “maldade dos especuladores imobiliários”. Já passou da hora de melhorar a qualidade da construção bem como, aliás,  da saúde, da educação, da segurança e de tudo mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção de escritórios não tem equação Isolada, ou se resolve tudo ou não se resolve nada. Para melhorar a qualidade da construção, e de tudo mais, vamos precisar fazer um retrofit do Brasil. </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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